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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Curso de Informática para Deficientes Visuias

Uma notícia postada no AVA do PROINESP/2009 pela colega, especialista em Informática Educativa, Maria Beatriz Costa Cabral Costa Silva, que atualmente coordena o Setor de Informática da SMED de Porto Alegre, de que estão abertas as inscrições para o curso de informática para deficientes visuais levou-me a pesquisar o site da SEACIS - Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (pioneira no país), criada em 6 de julho de 2005 através da Lei 9.782.
Fruto de históricas reivindicações e trabalho do movimento das pessoas com deficiência, a SEACIS tem como principais atribuições planejar, coordenar e controlar políticas públicas voltadas à inclusão social de pessoas com deficiência.
A Secretaria está localizada no segundo andar da chamada "prefeitura nova", o Edifício José Montaury (Rua Siqueira Campos, 1300). No prédio foram desenvolvidas ações e obras de acessibilidade como a reforma de sanitários, aberturas e áreas de circulação internas, sinalização gráfica e em Braille, instalação de telefone para surdos, entre outras.
No site da SEACIS encontramos os detalhes sobre as inscrições para o curso de informática para deficientes visuais, que vão até 14 de agosto.
Abaixo a reprodução da notícia retirada do site:
Estarão abertas até 14 de agosto as inscrições para curso de informática para pessoas com deficiência visual. Serão duas turmas no Centro de Capacitação Digital da Usina do Gasômetro totalizando 10 alunos (cinco pessoas em cada). Os cursos são gratuitos e oferecem a cegos ou pessoas com baixa visão oportunidade de capacitação em ferramentas de informática e maior autonomia pessoal.
As inscrições podem ser feitas na sede da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), à rua Siqueira Campos, 1.300, sala 202, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h30 às 17h.
Para registrar o interesse, o candidato deverá comprovar o CID (Código Internacional de Doença), além de apresentar documentação pessoal.
Caso o número de inscritos seja maior que o de vagas, haverá sorteio.
O curso é uma parceria da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (SEACIS), Procempa e Fundação Bradesco. De acordo com a professora Janete Schneider, os participantes recebem noções de Windows, Word, Excel e Internet, por meio do software Virtual Vision (leitor de tela do programa Office XP).

As aulas se realizam na Usina (Avenida João Goulart, 551)
Turma 1 - 18/08/2009
Horários: terças e quartas-feiras, das 13h às 17h

Turma 2 - 20/08/2009Horários: quintas e sextas-feiras, das 13h às 17h
Mais informações pelo fone 3289-1141, na Ouvidoria da Seacis.

O projeto integra a ação Deficiente Produtivo do Programa de Governo Porto da Inclusão. Iniciado em 2006, o Centro de Capacitação Digital formou 37 alunos até julho de 2009.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Inclusão na prática

Apenas há um mês do lançamento do Mecdaisy pelo Ministro da Educação Fernando Haddad, já, durante essa semana foi notícia em jornal do estado que a Educação inclusiva já é realidade no IFSul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense) através do uso da nova tecnologia Mecdaisy: um conjunto de programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital falado. Mais uma tecnologia assistiva que vai facilitar a vida de alunos deficientes visuais oriundos de outras escolas públicas que procuram o instituto em busca de apoio didático-pedagógico. A novidade está sendo implantada no campus Pelotas, que conta com uma servidora cega em seu quadro funcional.
Antes de o software ser criado, os programas de leitura para deficientes visuais tinham recursos limitados que impediam o acesso autônomo às obras.
Baseado no padrão internacional Daisy - Digital Accessible Information System -, a ferramenta brasileira traz sintetizador de voz (narração) e instruções de uso em português brasileiro. O software permite converter qualquer texto em formato Daisy e, após a conversão, é possível manusear o texto sonoro de maneira semelhante ao texto escrito. Segundo João Sérgio Assis - analista de sistemas da UFRJ, que participou da equipe de desenvolvimento da ferramenta, “o Mecdaisy permite que o usuário folheie, consulte o índice, pesquise e faça comentários". A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ
Por meio do acesso ao Mecdaisy, qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em computação pode produzir livros digitais falados e ler as obras com mais autonomia.
Dois livros já estão disponíveis:
O Alienista
O Cortiço